Gato mia, cachorro late, ego mata

15 ago 2014

Cartaz da exposição

  • Cartaz da exposição
  • Magliani | Procura-se | Xilo sobre papel
  • Iberê Camargo | Tinta gráfica sobre tecido
  • Sérgio Lucena | Tão lone, tão perto | Óleo sobre tela
  • Itelvino Jahn | Escultura em angico maçico
  • Fernanda Chemale | O Rei do gado, Lisboa | Fotografia
  • Klaus Mitteldorf | Pokemon Airlines Duo | Jato de tinta sobre papel algodão
  • Lorena Hollander | Sopro
  • Fernanda Valadares | Encáustica sobre compensado
  • Dirce Körbes | Fotografia e pintura sobre tela
  • Marinho Neto | Cena de Rua | Fotografia impressa em alumínio
  • Roger Monteiro | Even Mary bleeds | Impressão sobre papel  Epson Satin
  • Juliana Hoffmann | Anjos | Técnica mista sobre  tela e vidro
  • Cabral | Agua de nanquim sobre papel algodão
  • Felipe Cretella | Naza | Fotografia
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QUANDO: 05/09/2014 a 28/11/2014

ARTISTAS: ANETE RING, CABRAL, DIRCE KÖRBES, FELIPE CRETELLA, FERNANDA CHEMALE, FERNANDA VALADARES, IBERE CAMARGO, ITELVINO JAHN, JULIANA HOFFMANN, KLAUS MITTELDORF, LORENA HOLLANDER, MAGLIANI, MARINHO NETO, ROGER MONTEIRO e SERGIO LUCENA.


Ter uma opinião excessivamente positiva dos próprios feitos e qualidades pode ser armadilha, e o Livro do Eclesiastes, atravessado por debates dessa ordem, já no princípio anuncia: “Vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Ec, 1,2). Mais que um tema judaico-cristão, trata-se de um assunto de interesse moral, cujos desdobramentos nos lançam à própria condição humana, construída a partir de intensas negociações do homem com o sagrado, e do homem consigo mesmo, conhecer de suas múltiplas conquistas, mas também de seus limites. Nesse ínterim, o desejo de distinção, fama e reconhecimento assombra, e mesmo pensadores menos soberbos e mais reservados podem dever às voltas com uma conclusão como a de Gustave Flaubert (1821-1880), de que “[...] a vaidade é a base de tudo, e de que finalmente o que chamamos de consciência é apenas vaidade interior.”

Alquebrados, estamos de volta à provocação que motivou este pequeno texto: o ego mata. E mata o quê? Talvez o mais simples: a chance de olhar para o lado e perceber que o outro, com aquilo que lhe é próprio e singular, pode ser um continente, e que somos construídos pelo convívio e compreensão das diferenças e pluralidades.

Paula Ramos | Critica de arte, professora-pesquisadora do Instituto de Artes da UFRGS

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